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Dolutegravir melhora resultados do tratamento do HIV entre crianças e adolescentes

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o dolutegravir como principal medicamento antirretroviral para pessoas jovens que vivem com HIV. Estudo publicado em 5 de maio de 2026, na revista Open Forum Infectious Diseases, examinou a eficácia e a segurança da terapia antirretroviral (TARV) baseada no dolutegravir entre crianças e adolescentes dos continentes africano, asiático e europeu. O ensaio foi conduzido por Hilda Mujuru, da Universidade do Zimbábue, localizada na cidade de Harare, e outros pesquisadores.

Foram considerados elegíveis para o estudo, realizado de janeiro de 2018 a dezembro de 2023, jovens menores de 18 anos, que viviam com HIV, frequentavam clínicas e hospitais para o tratamento da infecção pelo vírus e registravam supressão viral (carga viral inferior a 200 cópias/ml) no momento da inclusão. Os participantes foram randomizados para receber a TARV baseada no dolutegravir ou numa terapia padrão com outros medicamentos.

Um total de 792 voluntários acabaram incluídos na pesquisa, dos quais 47% eram de Uganda, 21% do Zimbábue, 21% da África do Sul, 8% da Tailândia e 3% de países europeus. A mediana de idade da amostra foi de 11,4 anos. No geral, 392 crianças e adolescentes foram alocados no grupo da TARV com dolutegravir, enquanto 400 ficaram no grupo do tratamento padrão.

Ao final do período de acompanhamento de 240 semanas, 74 participantes (19%) do grupo da TARV com dolutegravir e 131 (34%) do grupo do tratamento padrão apresentaram falha virológica (carga viral superior a 200 cópias/ml). Ocorreram 52 eventos adversos moderados ou graves no grupo da TARV com dolutegravir e 55 no grupo do tratamento padrão, uma diferença considerada estatisticamente irrelevante pelos investigadores. Nenhum óbito em decorrência do vírus foi registrado.

Segundo os autores, a TARV baseada no dolutegravir demonstrou uma eficácia superior e um perfil de segurança similar ao tratamento padrão do HIV entre os jovens pesquisados. Eles ressaltam a importância do medicamento ser implementado em larga escala, especialmente em países que abrigam crianças e adolescentes em condições de maior vulnerabilidade econômica e social.

Fonte: site da Open Forum Infectious Diseases, de 5 de maio de 2026.

(https://academic.oup.com/ofid/article/13/5/ofag266/8669861)