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CAPACITAÇÃO SOBRE PREVENÇÃO COMBINADA PARA O MINISTÉRIO DA SAÚDE

Em parceria com o Departamento Nacional de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, do Ministério da Saúde, o ImPrEP administrou, nos dias 12 e 13 de dezembro passado, em Brasília,uma oficina de capacitação em prevenção combinada do HIV, PrEP e PEP, para cerca de 60 pessoas. Entre elas, médicos, enfermeiros, psicólogos e farmacêuticos de serviços públicos de saúde do Distrito Federal, Goiás e Rio de Janeiro, bem como representantes de organizações da sociedade civil ligados à testagem do HIV, todos selecionados pelas respectivas coordenações estaduais e municipais.

A capacitação visou apresentar as evidências científicas atuais sobre prevenção combinada, com ênfase especial nas profilaxias pré e pós-exposição (PrEP e PEP), discutir a importância do aconselhamento para a atenção em prevenção do HIV, descrever os fluxos e sistemas de atendimento em PrEP, ressaltar a necessidade do trabalho em rede, incluindo as organizações da sociedade civil, e identificar pontos de captação para potenciais usuários dos serviços de prevenção combinada. A oficina foi ministrada com metodologias participativas, que incluíram estudos de caso, dramatizações e trabalhos em grupo.

Informação foi o que não faltou nos dois dias de oficina. Coube à coordenadora clínica do ImPrEP, Brenda Hoagland, discorrer sobre  os componentes da chamada Mandala da Prevenção Combinada, as populações-chave e prioritárias, como gayse outros homens que fazem sexo com homens, população trans, jovens e pessoas negras.

Ressaltou a importância da testagem e da adesão ao tratamento para as pessoas vivendo com HIV, e destacou os mais variados aspectos do uso da PrEP, como critérios de elegibilidade, e os objetivos e procedimentos adotados na oferta de PrEP, como as visitas de retorno em 30 dias para verificação da adesão, eventos adversos, infecção viral aguda e o monitoramento trimestral dos participantes. Brenda abordou, ainda, o algoritmo adotado para a testagem do HIV e falou sobre as novas modalidades de PrEP que vêm sendo estudadas, como a de longa duração (injetável).

Ficou a cargo de Thiago Morelli, médico assessor da área de Assistência e Tratamento do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis, abordar os diversos aspectos do tema,  como Tratamento como Prevenção, também conhecido com I=I. Explicou que, após estudos específicos, ficou comprovado que se uma pessoa que vive com HIV toma os antirretrovirais da forma indicada e sua carga viral está indetectável, o HIV é intransmissível.

Thiago e a coordenadora clínica do ImPrEP também dividiram painel acerca dos exames de avaliação inicial para PrEP e manejo de resultados em relação a sífilis, hepatites virais e creatinina.

Por sua vez, o pesquisador da Fiocruz, Nilo Fernandes, explanou sobre acolhimento dos candidatos à PrEP, avaliação de risco no atendimento inicial para quem busca a profilaxia e aconselhamento pré e pós realização do teste para HIV. Também foram partilhadas experiências de implementação da PrEP, com seus respectivos desafios e histórias de sucesso.

“O evento buscou instrumentalizar e atualizar os participantes sobre prevenção combinada, como também capacitar futuras unidades de saúde que venham a oferecer PrEP”, conclui o pesquisador e gerente do ImPrEP, Marcos Benedetti.