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Conhecimento e disposição para usar PrEP e PEP entre pessoas trans norte-americanas

Pessoas transgênero de todo o mundo sofrem com uma carga desproporcional de infecções pelo HIV e, ao mesmo tempo, enfrentam barreiras significativas no acesso à prevenção biomédica do vírus.

Estudo publicado em 9 de setembro de 2026, na revista Open Forum Infectious Diseases, avaliou o conhecimento e a disposição para usar a profilaxia pré-exposição (PrEP) e a profilaxia pós-exposição (PEP) ao HIV entre adultos trans norte-americanos. A análise foi conduzida por Nancy Aitcheson, da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, nos Estados Unidos, e outros pesquisadores.

Os investigadores realizaram, de outubro de 2023 a janeiro de 2024, um estudo transversal com pessoas trans, maiores de 18 anos, que recebiam serviços de saúde por meio de uma plataforma digital por assinatura. Utilizou-se amostragem estratificada para garantir a inclusão de homens transgênero e de pessoas residentes nas áreas rurais dos Estados Unidos.

Das 2.506 pessoas sondadas, 387 (15,4%) responderam positivamente aos convites e acabaram incluídas na pesquisa. Dessas, 54,8% eram mulheres trans, 45% tinham de 18 a 25 anos, 74% se identificavam como brancos, 13% viviam em áreas rurais e 59,7% possuíam seguro saúde.

O conhecimento sobre a PrEP foi de 56% entre as mulheres trans e de 69% entre os homens trans, enquanto o conhecimento sobre a PEP foi de 24% entre elas e de 31% entre eles. Apenas 2% das mulheres trans e menos de 1% dos homens trans se disseram usuários de PrEP no momento da inclusão na análise. Nenhum participante relatou o uso anterior da PEP.

No geral, 67% dos voluntários se mostraram dispostos a utilizar a PrEP e 66% expressaram vontade tomar a PEP, desde que fosse recomendada pelo seu profissional de saúde de confiança. Não possuir um seguro saúde e a preocupação autodeclarada com a infecção pelo HIV foram fatores associados à disposição de usar PrEP e PEP.

De acordo com os autores, a aceitação dos serviços em relação às duas profilaxias foi considerada alta, independentemente da identidade de gênero ou da localização geográfica dos participantes. Destacam que o conhecimento limitado, a grande lacuna existente entre o conhecimento e a utilização e as preocupações com os custos são as principais barreiras hoje existentes para o acesso de pessoas trans norte-americanas a essas estratégias de prevenção do HIV.

Fonte: site da Open Forum Infectious Diseases, de 9 de setembro de 2026.

(https://academic.oup.com/ofid/article/13/9/ofag548/8771816)