HIV, IST e Outros

Infecções oportunistas em pessoas vivendo com doença avançada pelo HIV na América Latina e Caribe

Infecções oportunistas continuam sendo as principais causas de morbidade e mortalidade entre pessoas que vivem com doença avançada pelo HIV na América Latina e no Caribe.

Conduzido por Antonio Camiro-Zuñiga, do Instituto Nacional de Cancerologia e Doenças Infecciosas, na Cidade do México, e outros pesquisadores, estudo avaliou a ocorrência de tuberculose, criptococose (causada pela inalação de fungos) e histoplasmose (causada pela inalação de esporos de fungos) entre pessoas vivendo com doença avançada pelo HIV na região. O ensaio foi apresentado na 26ª Conferência Internacional sobre AIDS (AIDS 2026), realizada, de 26 a 31 de julho, no Rio de Janeiro, Brasil.

Os investigadores reuniram, de junho de 2023 a junho de 2025, dados de oito grandes estudos relacionados a infecções oportunistas, realizados em nove países. Foram considerados elegíveis adultos vivendo com doença avançada pelo HIV, que não estivessem em terapia antirretroviral (TARV), ou que tivessem iniciado o tratamento do vírus há menos de 90 dias, e apresentassem contagens de células CD4 menores que 200 células/mm³.

Dos 2.143 pacientes incluídos na pesquisa, 63,7% eram do sexo masculino e 48,8% nunca haviam feito ou tinham interrompido o uso da TARV no momento da inclusão. A mediana de idade da amostra foi de 39 anos. A maioria residia em países situados na América do Sul.

Durante o período de acompanhamento, os testes baseados em antígenos, utilizados para identificar infecções oportunistas, registraram taxas de positividade de 21,7%, 8,4% e 7,8% para tuberculose, criptococose e histoplasmose, respectivamente. A mortalidade foi maior entre voluntários com diagnóstico de histoplasmose (25,2%) e entre aqueles que apresentavam contagens de células CD4 inferiores a 50 células/mm³ (16,4%).

Para os autores, a triagem baseada em antígenos revelou uma carga desproporcional de tuberculose, criptococose e histoplasmose entre pessoas que vivem com doença avançada pelo HIV na região. Afirmam que a expansão da TARV é importante para o controle da carga viral e a consequente prevenção de infecções oportunistas.

Fonte: site da AIDS 2026, de 30 de julho de 2026.

(https://programme.aids2026.org/Abstract/Abstract/?abstractid=8671)