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Levantamento global para investigação da diversidade genética do HIV

A extensa diversidade genética do HIV apresenta grandes desafios para o desenvolvimento de estratégias de prevenção e tratamento do vírus. Conduzido por Ayisha Khalid, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e outros pesquisadores, estudo avaliou a distribuição global e regional dos subtipos, também chamados de variantes, do HIV. A análise foi publicada, em 19 de maio de 2026, na revista The Lancet Infectious Diseases.

Os investigadores realizaram, de janeiro de 22 a janeiro de 2025, um estudo de análise sistemática utilizando informações de quatro grandes bancos de dados internacionais e de um levantamento da Colaboração Global de Epidemiologia Molecular do HIV, rede científica que monitora a diversidade genética do vírus. Foram contabilizados apenas subtipos do HIV com mais de 20 amostras coletadas, em pelo menos um país, durante o período de 2020 a 2024.

Dados de subtipos estavam disponíveis para 1.359.222 amostras de 154 países. O subtipo C representou 48,7% das infecções globais por HIV, seguido do A com 11,5%, do B com 10,3%, do G com 3,1% e do D com 3%. Os subtipos F, H, J, K e L, somados, foram responsáveis por cerca de 2% das infecções.

As variantes do HIV estavam distribuídas de forma desigual pelas diferentes regiões do mundo. O subtipo C predominava no sul da África, Etiópia, Eritreia, Djibuti e sul da Ásia; o A prevalecia no leste da África, leste da Europa e Ásia Central; enquanto o B era o mais comum na América do Norte, América Latina, Europa Ocidental e Europa Central. A distribuição global das variantes permaneceu estável no decorrer do período pesquisado.

Segundo os autores, a diversidade genética do HIV é complexa e está em constante evolução, afetando diretamente a eficácia dos testes diagnósticos e de carga viral. Eles ressaltam que esse monitoramento contínuo é essencial, a fim de fornecer dados precisos para ensaios clínicos que visem o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus.

Fonte: site da The Lancet Infectious Diseases, de 19 de maio de 2026.

(https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(26)00142-8/fulltext)