Aplicativo de smartphone melhora a supressão viral do HIV entre usuários de drogas estimulantes
Estudo conduzido por Adam Carrico, da Universidade Internacional da Flórida, em Miami, nos Estados Unidos, e outros pesquisadores, investigou se um aplicativo de smartphone seria capaz de melhorar a supressão viral entre homens norte-americanos que viviam com HIV e utilizavam drogas estimulantes. O ensaio foi apresentado na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI), realizada de 22 a 25 de fevereiro de 2026, em Denver, nos EUA.
No total, 286 homens com HIV, residentes em diversas cidades dos Estados Unidos, participaram da análise, realizada de junho de 2024 a junho de 2025. Os voluntários foram designados aleatoriamente para receber uma intervenção de um aplicativo com múltiplos componentes capazes de melhorar o gerenciamento da saúde, chamado START mHealth (grupo de intervenção), ou para receber um tratamento padrão para o uso de drogas estimulantes (grupo de controle).
Quase metade dos participantes (48%) pertencia a minorias étnicas e raciais. Todos apresentavam transtorno por uso de drogas estimulantes, sendo a maioria (92%) por uso de metanfetamina. Relatos de dificuldades de adesão à terapia antirretroviral foram comuns, com 56% registrando carga viral detectável (acima de 200 cópias/ml) no momento da inclusão na pesquisa. A mediana de idade da amostra foi de 42 anos.
Durante os seis meses iniciais do estudo, aqueles que pertenciam ao grupo de intervenção registraram probabilidade 58% maior de suprimir o vírus quando comparados com os do grupo de controle. Após esse período, a chance de recuperação virológica foi quase duas vezes maior entre os voluntários do grupo de controle (48% contra 25%).
De acordo com os autores, o START mHealth melhorou a supressão viral em seis meses e, posteriormente, reduziu de forma considerável as chances de uma recuperação virológica. Destacam que, para um benefício mais duradouro, pode ser aconselhável a combinação do uso do aplicativo com outras formas de tratamento para os usuários de drogas estimulantes.
Fonte: site do Aidsmap, de 6 de março de 2026.



