HIV, IST e Outros

Eficácia da TARV com BIC/LEN em pessoas que vivem com HIV e apresentam supressão viral

Há uma crescente necessidade de expansão das opções de terapia antirretroviral (TARV) para regimes simplificados, baseados em um comprimido diário, com a finalidade de facilitar a adesão ao tratamento entre aqueles que vivem com HIV.

Publicado em 6 de maio de 2026, na revista The Lancet HIV, estudo examinou a segurança e a eficácia da troca de um regime antirretroviral baseado no bictegravir associado ao fumarato de tenofovir alafenamida e emtricitabina (BIC/TAF/FTC) para outro baseado em um comprimido diário de bictegravir associado ao lenacapavir (BIC/LEN). A análise foi conduzida por Eric Meissner, da Universidade da Carolina do Sul, em Charleston, e outros pesquisadores.

Os investigadores realizaram um ensaio clínico randomizado, de março de 2023 a outubro de 2024, evolvendo pacientes de 100 hospitais, localizados em 14 países da América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e Oceania. Foram considerados elegíveis aqueles que vivessem com HIV, fossem maiores de 18 anos, estivessem em tratamento com BIC/TAF/FTC há pelo menos seis meses e registrassem supressão viral (carga viral inferior a 50 cópias/ml).

Um total de 574 participantes aceitaram fazer a troca de regime e acabaram incluídos na pesquisa. Desses, 81% foram designados como do sexo masculino ao nascer. No momento da inclusão, o tempo médio de realização da TARV era de 12,5 anos. A mediana de idade da amostra foi de 49 anos.

No geral, 381 pacientes foram randomizados para trocar seus regimes originais com BIC/TAF/TDF para um regime baseado em um comprimido diário de BIC/LEN e 193 permaneceram tomando BIC/TAF/TDF. Ao final da 48ª semana, apenas cinco voluntários (1,3%) do grupo de BIC/LEN e dois (1%) do grupo de BIC/TAF/TDF não apresentavam supressão viral. Eventos adversos leves ocorreram em 40 pessoas (10%) que tomavam BIC/LEN e em 23 (12%) que utilizavam BIC/TAF/TDF.

Para os autores, a TARV baseada em um comprimido diário de BIC/LEN é segura, eficaz e tem grande potencial para se tornar uma nova opção de tratamento entre pacientes que tenham o vírus suprimido. Eles afirmam que novos estudos são necessários para que essas descobertas sejam confirmadas e o regime simplificado possa ser implementado em larga escala, especialmente nos país mais afetados pela epidemia de HIV.

Fonte: site da The Lancet HIV, de 6 de maio de 2026.

(https://www.thelancet.com/journals/lanhiv/article/PIIS2352-3018(26)00078-0/abstract)