Troca de TARV entre pessoas que vivem com HIV nos Estados Unidos
Embora a terapia antirretroviral (TARV) tenha melhorado substancialmente os resultados relacionados ao tratamento do HIV, muitos pacientes ainda optam pela troca de regime por motivos clínicos ou não clínicos.
Estudo publicado em 22 de março de 2026, na revista Springer Nature, estimou a incidência da troca de TARV e os fatores associados a essa mudança entre norte-americanos que viviam com o vírus. O ensaio foi conduzido por Karan Mounzer, do Centro de Saúde Comunitária da Filadélfia, nos Estados Unidos, e outros pesquisadores.
Foram considerados elegíveis para o estudo, realizado de julho de 2024 a julho de 2025, maiores de 18 anos que estivessem em TARV há pelo menos um ano e contassem com um acompanhamento médico ativo. Todos frequentavam hospitais e clínicas especializadas no tratamento do HIV. A troca de regime foi definida pelos investigadores como qualquer alteração de medicamento antirretroviral.
Das 73.078 pessoas vivendo com o vírus incluídas na pesquisa, 8.188 (11%) registraram ao menos uma troca de TARV durante o período de acompanhamento. Entre os 68.174 participantes que apresentavam supressão viral (carga viral inferior a 200 cópias/ml) no momento da inclusão, 6.888 (10%) mudaram de regime pelo menos uma vez.
Os inibidores da integrase (dolutegravir, bictegravir, raltegravir e cabotegravir) predominaram tanto nos regimes pré quanto nos regimes pós-troca. No geral, 51% das mudanças de TRAV entre pessoas com supressão viral resultaram em uma simplificação do tratamento (menor número de comprimidos diários ou transição para um regime injetável de longa duração).
Segundo os autores, a troca de regimes antirretrovirais foi relativamente comum e aconteceu de maneira similar entre pacientes que possuíam ou não supressão viral. De acordo com eles, esses achados podem fornecer informações importantes sobre novas tendências na otimização do tratamento e a necessidade de novas opções terapêuticas.
Fonte: site da Springer Nature, de 22 de março de 2026.



