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Avaliação da eficácia de um modelo de cuidado para depressão entre pessoas vivendo com HIV

Um ensaio clínico randomizado avaliou a eficácia de uma intervenção para depressão em pessoas vivendo com HIV em Uganda. Conduzido por Eugene Kinyanda, da Universidade Makerere, e outros colaboradores, o estudo foi publicado na edição de janeiro de 2026 do periódico The Lancet HIV.

O HIV+D consistiu em um modelo de cuidado escalonado (em que a intensidade do tratamento aumenta conforme a necessidade do paciente) e colaborativo. Coordenada por agentes comunitários de saúde, a intervenção se dividiu em quatro etapas: psicoeducação, ativação comportamental, medicação antidepressiva e encaminhamento especializado nos serviços de rotina de HIV.

De maio a dezembro de 2021, o HIV+D incluiu 1.115 adultos que vivem com HIV e depressão. Os participantes foram randomizados para receber cuidados habituais aprimorados ou o modelo proposto pelo HIV+D combinado com os cuidados habituais aprimorados.

A análise demonstrou uma redução significativa nos sintomas depressivos no grupo HIV+D em comparação com o grupo de controle, tanto aos três meses quanto aos 12 meses após o início da intervenção, com efeito mais pronunciado em pacientes com depressão grave. Além disso, a intervenção com HIV+D melhorou desfechos secundários, como ansiedade e adesão à terapia antirretroviral no curto prazo.

Em síntese, os resultados com o HIV+D corroboram a viabilidade da implementação de um modelo de cuidado de saúde mental escalonado conduzido por profissionais da comunidade nos serviços rotineiros de HIV em contextos de poucos recursos. Intervenções como essa se mostram como um caminho eficaz e promissor para melhorar a saúde integral e os desfechos clínicos das pessoas que vivem com o vírus.

Link para o artigo:

https://www.thelancet.com/journals/lanhiv/article/PIIS2352-3018(25)00232-2/fulltext