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Nova pesquisa pode mudar recomendações sobre medicamentos para HIV

Um novo estudo realizado por pesquisadores da University of British Columbia (UBC), no Canadá, está mudando as recomendações internacionais de tratamento para pessoas que foram recentemente diagnosticadas com HIV. Essa atualização pode afetar quase dois milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

O estudo, publicado no dia 16 de outubro passado, na revista EClinical Medicine, foi encomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como parte de uma atualização planejada de suas diretrizes para o tratamento antirretroviral (TARV) do HIV. Por meio desse trabalho, descobriu-se que o dolutegravir é uma opção importante para o tratamento de pessoas recém-diagnosticadas com o vírus da Aids. Essa escolha não estava clara nos últimos anos.

“Pesquisas, também encomendadas pela OMS, em 2016, sugeriram que o dolutegravir era eficaz e bem tolerado, mas a sua eficácia entre populações-chave, como mulheres grávidas e pessoas que viviam com HIV e tuberculose, permaneceram obscuras”, afirma Steve Kanters, principal autor do estudo e Ph.D. da Escola de População e Saúde Pública da UBC.

A equipe do estudo concluiu, ainda, que o dolutegravir foi superior ao efavirenz, o antirretroviral que lidera o tratamento primário do HIV no mundo nos últimos anos, na maioria dos resultados, incluindo supressão viral, tolerabilidade e segurança. De acordo com Kanters, o aumento das chances de supressão viral com o medicamento pode ter um impacto significativo no cumprimento das metas internacionais para o tratamento do HIV: “Observamos um aumento considerável, de cerca de 5%, na probabilidade de supressão viral. Isso significa que quanto mais pessoa scomecem o tratamento, maior a chance de controle do HIV”, disse ele.

Embora esse estudo se concentre especificamente no tratamento para pessoas recém-diagnosticadas com HIV, já se sabe que uma próxima publicação irá revisar as evidências em apoio à mudança para o dolutegravir por pessoas cuja escolha inicial de tratamento não alcançaram osresultados esperados no controle da infecção.

Fonte: site do Medicalxpress, de 16 de outubro.

(https://medicalxpress.com/news/2020-10-hiv-medications-international.html)