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Carga viral detectável de baixo nível durante o tratamento do HIV é associada a piores resultados médicos

Novas pesquisam destacam a importância de o paciente apresentar uma carga viral detectável durante a terapia antirretroviral (TARV). Publicado na revista inglesa Doenças Clínicas Infecciosas, um estudo observacional, desenvolvido pela equipe do Dr. Olof Elvstam, da Universidade de Lund, na Suécia, mostrou que indivíduos com carga viral persistente de baixo nível (50 – 999 cópias/ml) apresentaram maior risco de mortalidade em comparação com a supressão viral (carga viral abaixo de 50). Esses indivíduos também desenvolveram outras doenças graves, como doença cardíaca e câncer.

A pesquisa envolveu uma análise representativa dos prontuários médicos de aproximadamente 7 mil suecos que receberam TARV entre 1996 e 2017. Os pesquisadores compararam o risco de mortalidade causado por uma doença ou um evento grave qualquer (como doença cardíaca, hepática ou renal) de acordo com os níveis virais dos pacientes.

“A viremia de baixo nível (50 – 999 cópias/ml), durante a TARV combinada, foi associada ao aumento da mortalidade por todas as causas”, afirmou Dr. Elvstam. “Além disso, pessoas com viremia de baixo nível no estado mais alto (200 – 999 cópias/ml) tiveram um risco ainda maior de eventos graves independentes do HIV”, concluiu o médico.

Melhorias no tratamento e cuidados especiais significam que muitas pessoas vivendo com HIV agora têm um bom prognóstico. Os pacientes HIV positivos, que são tratados com TARV, podem ter uma expectativa de vida próxima da observada na população em geral. No entanto, as taxas gerais de mortalidade permanecem mais altas, com risco elevado de morte ocasionada por doenças não relacionadas à Aids.

Fonte: site do Aidsmap, de 4 de maio (https://www.aidsmap.com/news/may-2020/low-level-detectable-viral-load-while-taking-hiv-treatment-associated-poorer-medical)