Alto interesse pelo anel vaginal de dapivirina entre latino-americanas que vivem nos Estados Unidos
Existe uma necessidade premente de novas opções da profilaxia pré-exposição (PrEP) para as mulheres norte-americanas em risco elevado de aquisição do HIV, especialmente as de origem latina, que são desproporcionalmente afetadas pelo vírus.
Conduzido por Erica Gollub, da Universidade Pace, em Nova York, nos Estados Unidos, e outros pesquisadores, estudo avaliou a aceitabilidade de uma hipotética implementação da PrEP baseada no anel vaginal de dapivirina entre mulheres latino-americanas de baixa renda que vivem no país. A análise foi publicada, em 1° de junho de 2026, no site da revista Guilford Press Periodicals.
De junho de 2024 a junho de 2025, 152 mulheres cisgênero foram recrutadas na sala de espera de uma clínica comunitária da cidade de Nova York. As voluntárias participaram de uma breve sessão informativa sobre o anel vaginal e, posteriormente, responderam a um questionário sobre o tema.
No total, 77% das participantes optaram pelo questionário no idioma espanhol e 82% relataram possuir um único parceiro sexual fixo no ano anterior. Menos de um quarto das mulheres (23%) apresentavam um diploma universitário e 25% achavam que o parceiro fixo ficaria “contrariado” ou “irritado” caso lhe fosse solicitado o uso do preservativo durante o sexo.
Embora 57% tenham demonstrado alguma preocupação relacionada ao anel vaginal (como o desconforto ao usá-lo), 85% destacaram aspectos positivos dessa modalidade de PrEP, como a não obrigação de ingestão de um comprimido diário. Ao final do estudo, 70% das participantes expressaram desejo de utilizar o anel vaginal, caso o mesmo seja disponibilizado nos Estados Unidos.
Segundo os autores, o interesse das mulheres latino-americanas de baixa renda no anel vaginal de dapivirina foi considerado alto, o que justificaria a implementação dessa modalidade de PrEP no país. Eles afirmam que novas pesquisas são necessárias para que uma possível oferta do anel vaginal ocorra de maneira segura e equitativa, a fim de privilegiar as populações em situação de maior vulnerabilidade econômica e social.
Fonte: site da Guilford Press Periodicals, de 1° de julho de 2026.
(https://guilfordjournals.com/doi/10.1521/aeap.2026.38.3.189)



