Estudo aborda reações e cicatrização no local da inserção de implante de PrEP em mulheres sul-africanas
Publicado em 16 de abril de 2026, no Journal of the International AIDS Society, estudo examinou as reações no local da inserção de um implante de longa duração (12 meses) da profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV, baseado no fumarato de tenofovir alafenamida (TAF), entre mulheres sul-africanas. A análise foi conduzida por Tanuja Gengiah, da Universidade KwaZula-Natal, em Durban, na África do Sul, e outros pesquisadores.
De outubro de 2022 a outubro de 2023, 35 mulheres cisgênero, HIV negativas e maiores de 18 anos, foram recrutadas e acompanhadas em consultas trimestrais no decorrer de 12 meses. O tempo médio de remoção do implante era de 99 dias. A prevalência e a gravidade das reações no local do implante foram avaliadas a cada consulta, enquanto a aceitação dessa modalidade de PrEP foi calculada somente no 12° mês.
Na consulta de inclusão, 100% das voluntárias apresentavam cicatrizes leves, 14% registravam hiperpigmentação (escurecimento da pele), 6% tinham endurecimento da pele e 3% se encontravam com hipopigmentação (diminuição da cor da pele). Nenhum outro efeito adverso foi diagnosticado pelos investigadores.
Durante o período de acompanhamento, as cicatrizes persistiram em todas as participantes, ao mesmo tempo em que o endurecimento da pele e a hiperpigmentação permaneceram em apenas uma e duas mulheres, respectivamente. A presença das cicatrizes foi considerada aceitável por 66% das voluntárias no momento da inclusão e por 78% no 12° mês. No final do estudo, a aceitação do implante foi de 77%.
Segundo os autores, após a remoção do implante, observou-se a presença de cicatrizes leves, porém persistentes, com casos raros de endurecimento da pele e hiperpigmentação. Eles afirmam que, apesar desses efeitos adversos, o implante de PrEP foi bem aceito entre as mulheres sul-africanas.
Fonte: site do Journal oh the International AIDS Society, de 16 de abril de 2026.



