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Estudo aponta que a PrEP não aumentou a incidência de IST em jovens HSH negros nos EUA

O uso da profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV tem sido, algumas vezes, associado ao aumento da incidência de infecções sexualmente transmissíveis (IST) em homens jovens que fazem sexo com outros homens (HSH) negros norte-americanos. Entretanto, poucas pesquisas foram realizadas para compreender o real impacto dessa tecnologia nessa população.

Estudo, publicado em 7 de novembro de 2025 na revista Oxford Academic, avaliou o efeito da utilização da PrEP, na modalidade oral diária, na incidência de clamídia e gonorreia entre jovens HSH negros dos Estados Unidos. O ensaio foi conduzido por Octavio Mesner, da Universidade de Washington, em St Louis (EUA), e outros pesquisadores.

Os investigadores usaram dados do Estudo de Coorte de Homens Jovens Saudáveis dos Estados Unidos, realizado de setembro de 2017 a outubro de 2022, com a participação de norte-americanos pertencentes a minorias sexuais. Um total de 576 HSH negros, de 16 a 24 anos, usuários ou não da profilaxia, foram incluídos na análise.

Os participantes que utilizavam a PrEP relataram praticar 2,5 vezes mais relações sexuais sem preservativo e realizar 2,3 vezes mais testes de IST nos seis meses posteriores ao sexo desprotegido, em comparação com aqueles que não usavam a profilaxia. Apesar desses índices, não foi constatado um aumento significativo na incidência de clamídia e gonorreia entre os usuários da PrEP.

Segundo os autores, o número de relações sexuais sem preservativo cresceu com a utilização da PrEP, mas os diagnósticos positivos de clamídia e gonorreia foram atenuados pelo aumento da realização dos testes de rotina. Eles ressaltam que os profissionais de saúde podem concentrar seus esforços na expansão da profilaxia entre jovens HSH negros norte-americanos, sem o risco de agravar a epidemia de IST no país.

Fonte: site da Oxford Academic, de 7 de novembro de 2025.

(https://academic.oup.com/ofid/article/12/11/ofaf605/8307628)