Publicações do Ministério da Saúde e do CPDD Bahia sobre a população trans em destaque
O Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde lançou, no dia 27 de janeiro, a publicação Monitoramento Clínico do HIV e da Aids na População Trans: Uma Análise Agregada com Foco em Mulheres Trans e Travestis.
O documento traz informações referentes ao ano de 2024 e aos primeiros 11 meses de 2025 para a cascata de cuidados contínuos de pessoas transgênero e travestis vivendo com HIV e/ou aids, incluído diagnóstico, início e manutenção da terapia antirretroviral, veiculação aos serviços de saúde e supressão da carga viral. Os resultados são analisados segundo recortes regionais, raciais e de escolaridade, de modo a evidenciar desigualdades e suas intersecções, orientando ações voltadas à equidade nos cuidados.
Vale ressaltar que esse monitoramento registra, pela primeira vez, dados nacionais específicos da população trans (mulheres trans e travestis; homens trans e pessoas transmasculinas; pessoas não binárias), com um recorte mais detalhado para mulheres trans e travestis. Esse destaque ocorre tanto pela maior disponibilidade de dados quanto pela vulnerabilidade histórica documentada no contexto da epidemia de HIV entre esse grupo.
Anuário CPDD é lançado no Dia Nacional da Visibilidade Trans
Outra importante publicação acerca da população trans foi lançada em 29 de janeiro, Dia Nacional de Visibilidade Trans, pelo Centro de Proteção dos Direitos da População LGBTI+ (CPDD), da Bahia: o Anuário CPDD Ano I: a Retomada. O evento de lançamento, realizado na cidade de Salvador, teve como anfitriã Keila Simpson, coordenadora geral do CPDD Bahia e coordenadora comunitária do ImPrEP LEN Brasil para a população trans.
A publicação celebra o primeiro ciclo de ações da parceira firmada, em outubro de 2024, entre o CPDD Bahia, o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (Gapa Bahia) e a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos. Atividades que celebram a visibilidade, a dignidade e o direito de existir das pessoas trans e travestis são alguns dos destaques do anuário, que também reúne memórias, vivências, dados, incidência política e perspectivas construídas coletivamente.
“Que essa seja a primeira de muitas edições dessa nova etapa do anuário. Trata-se de uma publicação essencial, pois somos a última porta que a população LGBTI+ bate na busca pelo acesso às políticas públicas com dignidade. Reforçamos o compromisso do CPDD, do Gapa e do Governo do Estado com os direitos das pessoas trans”, afirmou Keila.
Links para as publicações:
(https://acrobat.adobe.com/id/urn:aaid:sc:US:73ca7137-00f5-4c4f-9746-f54e9b02105c)



