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A TELEMEDICINA PARA O HIV VEIO PARA FICAR?

A pandemia da Covid-19 acelerou o uso de telemedicina para gerenciar e prevenir o HIV em vários países. Essa ferramenta abrange uma gama de serviços de prevenção e tratamentos de saúde, fornecidos por meio de videochamadas, aplicativos para celular e plataformas de mídia social.

Além de minimizar o número de visitas clínicas e apoiar os esforços para impedir a disseminação do coronavírus, a telemedicina representa, potencialmente, uma maneira inovadora e possivelmente mais eficaz de fornecer serviços relacionados ao HIV.

O uso de telemedicina para prevenção e gerenciamento do HIV pode remover barreiras ao acesso, reduzindo o tempo de viagem até o médico e evitando o estigma associado à busca por tratamento. A telemedicina tende, em um primeiro momento, a ser um atrativo extra para adolescentes e jovens adultos, usualmente mais aderentes às tecnologias digitais.

Até agora, o amplo uso da telemedicina era limitado devido a regulamentações complexas e variadas, além da falta de financiamento de seguradoras nacionais e privadas de saúde de vários países. Como primeiro país a ser fortemente afetado pela Covid-19, a China liderou a tendência do uso da ferramenta, com a adoção se disseminando assim que o seguro saúde nacional concordou em pagar por isso. De repente, os médicos conseguiram consultar mais de 100 pacientes por dia, uma quantidade significativamente maior do que podiam atender de forma presencial.

Da mesma forma, nos Estados Unidos, um obstáculo importante foi superado quando os responsáveis pelos programas de saúde pública permitiram diversos novos serviços de telessaúde, incluindo o uso de videochamadas e aplicativos. No caso do HIV, os serviços de telemedicina já haviam sido regulamentados, mas apenas em contextos limitados, como para moradores de áreas rurais e encarcerados.

A telemedicina também proliferou no Reino Unido: “Temos um projeto de pesquisa que acompanha o uso de atendimentos on-line na Escócia. Ficamos surpresos quando nas últimas semanas vimos um aumento de quase 100% no número de consultas”, disse ao The Lancet a professora Trisha Greenhalgh, da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Fonte: site do Aidsmap, de 8 de junho.

(http://www.aidsmap.com/news/jun-2020/telemedicine-hiv-here-stay)

Crédito da imagem: StockSnap/Pixabay